Galera, o blog Casa 101 está promovendo em dois de seus posts, "Assunto de Todos 1 e 2", uma conversa bastante interessante sobre a honestidade (ou a falta dela) entre os políticos brasileiros.
Na minha opinião, vale a pena dar uma espiadinha no blog da Kath, que sempre traz um tema interessante para refletir:
http://casa101.blogspot.com/
terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Caetano, você é um chato!
Sábado teve show do Caetano aqui em Baires. Eu fui - não porque o adoro, como adoro o Chico, o Gil. Apenas porque é um dos ícones brasileiros, do tropicalismo e todo esse blábláblá, e senti que era um dever ético e cívido prestigiá-lo.
Enquanto ele cantava temas que eu desconhecia e era aclamado pelos argentinos (embora, muitos tenham deixado o palco antes dos primeiros 60 minutos), reconheci que ele tem seus méritos para ser considerado um grande cantor: o cara é inovador, sem dúvida, tem algumas músicas belíssimas... e.... só. Se não fosse pelo embalo da emoção de estar perto do Caetano Veloso e se fosse um José da Silva qualquer que estivesse se apresentando, eu não teria gostado do show. Na verdade, eu não gostei do show. A Banda C, na minha opinião, pode ser comparada com outras bandas que escutei por aqui. Não tinha nada de óoooh. As letras das músicas apresentadas, na sua maioria, mais pareciam uma compilação de diálogos retirados do twitter (opinião é opinião).
É verdade que posso ser uma ignorante e não entender de absolutamente nada de música. E não entendo mesmo. Pode ser que eu tenha sido afetada pela arrogância já conhecida do Cantor, que sequer disse "buenas noches ou adiós", pode ser. Como pode ser também que o grande ícone permanece no trono pelo o que já foi e não pelo o que é. E como foi imensamente grande no passado, hoje não nos atrevemos a tomar o seu cetro. Foi aplaudido calorosamente, ovacionado por quase todos. Sendo assim, me resigno e desejo vida longa ao Caetano!
segunda-feira, 1 de março de 2010
Babei aos ingleses do Coldplay
Começou às 21:15, ao som de Life In Technicolor. Com uma chuva fina e um público apático, pensei que aquilo não seria bom, até Chris Martin entoar Yellow. Estávamos em uma espécie de transe, talvez porque ainda estávamos sob a influência da música e estilo de Bat for Lashes, grupo que abriu o show. As bolas amarelas e as cores que emanavam do palco com papéis picados e fogos de artifício representaram bem o sentimento de cada um ali no estádio do River. Estávamos histéricos, como borboletas noturnas hipnotizadas. Com um espanhol surpreendente, o vocalista pedia e nós fazíamos; poderíamos ter feito muito mais se Martin desejasse, sem importar que a banda era inglesa (da pátria que quer explorar indevidamente o petróleo das Malvinas) ou que a chuva engrossava. Quem não gostava de Coldplay e foi vê-los apenas para acompanhar a namorada romântica, duvido que depois de sexta-feira não tenham mudado de ideia e que não saiu do show arriscando um Come up to meet you, tell you I'm sorry, You don't know how lovely you are..
outra página com infos: http://www.urgente24.com/index.php?id=ver&tx_ttnews[tt_news]=137567&cHash=588fc3d2f2
outra página com infos: http://www.urgente24.com/index.php?id=ver&tx_ttnews[tt_news]=137567&cHash=588fc3d2f2
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Tarde com o fotógrafo da foto da menina afegana de olhos verdes
Foi ontem, no Centro Cultural Borges. Enquanto o sol se punha na agradável tarde portenha, a multidão de gente bem vestida e cult competia um espacinho para conseguir um autógrafo, uma foto ou um segundo que fosse ao lado do renomado fotógrado da Agência Magnum, o senhor Steven McCurry. Com o inglês que tenho, logicamente não arrisquei mais que um thank you quando recebi de suas mãos a foto da menina afegã autografada. Simpático e prestativo, trocou algumas frases com o meu namorado, que sentia por ele o excesso de tietagem.
Especializado em Oriente Médio, McCurry ficou conhecido por seus trabalhos publicados na revista Nacional Geografic. E não é só o mérito de captar boas imagens que renderam ao fotógrafo inúmeros fãs ao redor do mundo. Para registrar o conflito no Afeganistão com a Rússia, ele se fez passar por um cidadão local. Para sair do país com as imagens que delataria pela primeira vez a cruel realidade afegã, costurou os rolos de filme em sua vestimenta.
Reconheço que não é o único profissional que arriscou sua vida por uma boa fotografia. Mas o que o caracteriza como um grande fotógrafo é o fato de conseguir transmitir a beleza humana em vértices ainda incompreensíveis a muitos ocidentais.
Não sei se o evento vai para o Brasil. Se for pessoal, não perca a oportunidade de prestigiá-la.
Especializado em Oriente Médio, McCurry ficou conhecido por seus trabalhos publicados na revista Nacional Geografic. E não é só o mérito de captar boas imagens que renderam ao fotógrafo inúmeros fãs ao redor do mundo. Para registrar o conflito no Afeganistão com a Rússia, ele se fez passar por um cidadão local. Para sair do país com as imagens que delataria pela primeira vez a cruel realidade afegã, costurou os rolos de filme em sua vestimenta.
Reconheço que não é o único profissional que arriscou sua vida por uma boa fotografia. Mas o que o caracteriza como um grande fotógrafo é o fato de conseguir transmitir a beleza humana em vértices ainda incompreensíveis a muitos ocidentais.
Não sei se o evento vai para o Brasil. Se for pessoal, não perca a oportunidade de prestigiá-la.
Lindas, não?
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Andy Warhol, você não era grande coisa assim
Depois de várias tentativas, finalmente consegui dar uma escapadinha até o Malba e dar uma espiada nos quadros do moço das Sopas Campbells. As obras não me impressionaram e eu não esperava o contrário. E o que mais me chama a atenção nesse cara, é que ele fez algo completamente simples (que eu, você ou qualquer outro bobinho inspirado poderíamos ter feito). E se tivéssimos tido essa ideia, eu, você e o outro bobinho inspirado teríamos ganho milhões de dólares e neste exato instante não estaria aqui com dor de cotovelo, mas sim, numa ilha do pacífico comendo caviar. Mas o destino artístico não assim. Foi um noia norteamericano que teve a"grande ideia", que ficou rico e que me fez gastar 5 dólares para ver suas... serigrafias! Está bem né, tudo em nome da arte.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Sem notícias
Hoje decidi não ter notícias do mundo. Não quero saber sobre os sobreviventes do Haiti, a economia da China ou os conflitos no Afeganistão. Quero me dar o gosto de ficar completamente desinformada. Não me importa saber sobre a morte do Tomáz Eloy Martínez, da mulher bomba que matou mais de 40 em Bagdá e dos brasileiros que dormiram no chão de Cuzco. Definitivamente hoje não sou jornalista, não sou cidadã deste mundo caótico; apenas sou um conjunto de moléculas entre tantas outras, disperso por aí.
Quero respirar profundamente, aos poucos. Sentir o sol penetrar no meu corpo e queimá-lo sem ter que pensar se estou com protetor ou se o fator é o ideal para o meu tipo de pele. Que os sons da natureza se façam mais fortes que os ruídos humanos. Hoje sou uma borboleta, objeto qualquer que voa com o vento, despreocupado. Hoje não quero ter a necessidade da fé de que o amanhã será um dia melhor.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Mais uma janela que se abre para o Nordeste
Enquanto uns acreditam que falar (ou escrever) sobre o Nordeste e seus problemas é tema batido, lendo o blog "Novo em Folha", da jornalista Ana Estela de Souza Pinto, constatei que isso não é verdade. Através do veículo, cheguei aos vencedores do Prêmio Esso 2009 e à matéria "Os Sertões" realizada pelo Jornal do Commercio de Recife.
O trabalho é fantástico, de uma sensibilidade que não cai no ordinário.
Parabéns ao Jornal do Commercio pelo trabalho, e à Folha, pela divulgação e pelo conteúdo multimídia disponibilizado no blog da Ana Estela.
Link: http://www2.uol.com.br/JC/sites/sertoes/
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